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terça-feira, 11 de março de 2008

Exportações não acompanham atividade industrial

As indústrias gaúchas de transformação mais voltadas para as exportações tiveram, no primeiro mês de 2008, um resultado 11 vezes inferior ao registrado pelo setor industrial do Estado. Enquanto o nível de atividade da indústria como um todo cresceu 9,1%, o desempenho das exportadoras aumentou apenas 0,8%. Esse desnível foi detectado através do Índice de Desempenho Industrial das Exportadoras, divulgado pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, nesta terça-feira (11).

Em janeiro, a principal variável que contribuiu para o baixo resultado das principais exportadoras foi a queda de 23,9% nas horas trabalhadas na produção, enquanto as indústrias como um todo tiveram elevação de 6,1% nesse indicador. “É uma sinalização que traz preocupação, pois indica que, no curto e médio prazos, o desemprego pode aumentar, principalmente nos setores mais intensivos em contratações”, alerta Tigre, destacando que apesar do crescimento do volume exportado nos últimos meses, a situação das empresas é frágil. “Em muitos casos, há diminuição da margem de lucro e comprometimento de investimentos futuros”, lamentou o industrial.

As vendas também reforçaram a diferença entre o desempenho global da atividade industrial e das empresas exportadoras. Para o setor em geral, houve aumento de 12%. No segundo caso ficou em 5,3%, O mesmo aconteceu com o pessoal ocupado, com crescimento de 4,5% contra 1,5%, respectivamente. Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) do setor industrial teve elevação de 1,2% e atingiu o grau médio de 85,86%, o maior da série histórica para o período, desde 2003. No entanto, as exportadoras seguem atrás, com alta de apenas 0,1%.

“Para que o desempenho das indústrias ocorra de forma disseminada são necessárias mudanças profundas, que devem vir de uma Reforma Tributária e de uma Política Industrial”, afirma o presidente da FIERGS, destacando ainda que para diminuir os custos empresariais são fundamentais investimentos do governo em infra-estrutura e logística. Outro ponto imprescindível para impulsionar a economia exportadora do Rio Grande do Sul, segundo Paulo Tigre, é o foco na competitividade, agregando valor aos produtos através de pesquisa, inovação e tecnologia.

De acordo com o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), que cresceu pelo 15º mês consecutivo, as maiores contribuições para a performance da indústria de transformação em janeiro, ante igual período do ano passado, vieram dos setores de Máquinas e Equipamentos (30%), Veículos Automotores (14,4%) e Alimentos (12,6%). Os fatores positivos continuam sendo a boa safra agrícola nacional, a expansão do mercado interno (emprego e renda) e os juros menores (ampliação do crédito). Já os resultados negativos registrados pelos IDI-RS ficaram com os setores de Couros e Calçados (-3%), Bebidas (-2,6%) têxtil (-1,1%).

As variáveis associadas ao mercado de trabalho registraram as seguintes taxas positivas: nível de ocupação (4,5%), horas trabalhadas na produção (6,1%) e da remuneração dos trabalhadores (9,5%). Os maiores empregadores foram Máquinas e Equipamentos (30,1%) e Veículos Automotores (14,6%). Os menores níveis de emprego foram registrados nos setores Coureiro Calçadista (-6,3%) e Móveis (-3,2%).A expectativa é encerrar o ano com o Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul com um crescimento de 7,3%. (Imprensa Fiergs)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Expobento inicia comercialização de espaços

Faltando pouco mais de dois meses para a ExpoBento 2008, a comercialização de espaços segue em ritmo acelerado. Após alcançar a marca de 70% de espaços vendidos em apenas quatro meses, a diretoria da feira tem novos motivos para comemorar. Marcada para o período de 5 a 15 de junho, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, a ExpoBento vem se consolidando como uma das principais feiras multisetoriais do Brasil.

De acordo com o presidente da feira, José Carlos Zortéa, além de contar com projetos como o Salão Automotivo que já tem mais de 90% de seus estandes vendidos, a ExpoBento 2008 também terá seu Espaço Variedades ampliado para atender a demanda do segmento. "Em virtude da grande procura estamos ampliando o número de espaços do projeto, que passará de 30 para 42", destaca. Criado com o objetivo de estimular a participação de novos empreendedores na feira, o Espaço Variedades reúne produtos do comércio e artesanato, oferecendo uma grande variedade de opções aos visitantes.

Com um mix que contempla os mais diversos itens da Indústria, Comércio e Serviços, a ExpoBento 2008 já atingiu os seguintes percentuais de vendas em cada projeto: Pavilhão A – 87%; Espaço Variedades – 85%; Salão Automotivo – 92%; Piazza Del Vino – 64% e Piazza Per Mangiare – 89%. Tendo em vista os resultados já alcançados, a expectativa da diretoria é atingir 100% da comercialização em breve. Por isso, Zortéa lembra aos interessados para que não deixem para a última hora. Quem quiser expor na Feira deve entrar em contato com a ExpoBento pelos telefones (54) 2105.1999 ou 2105.1966 ou através do celular (54) 9139.2951.

Promovida pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC/BG), a ExpoBento 2008 vem oferecendo diversas vantagens aos expositores da feira. Uma delas refere-se à garantia de benefícios para as empresas associadas ao CIC que contam com um desconto especial para participar da feira mais diversificada do Estado.

O pagamento parcelado também é um dos benefícios. Já o percentual de desconto varia conforme o mês do fechamento do contrato e de acordo com o parcelamento negociado. A ExpoBento 2008 deverá reunir mais de 400 expositores diretos e atrair um público superior a 150 mil visitantes. Nos 35.000 metros quadrados distribuídos entre os pavilhões A, B, C e D estarão sendo colocados à disposição do público visitante mais de 15.000 mil itens, contemplando todos os setores. A expectativa dos organizadores é de que a ExpoBento 2008 gere um volume de negócios da ordem de R$ 20 milhões. CONCEITO.COM

sexta-feira, 7 de março de 2008

Balança Comercial de Cachoeirinha fecha negativa

IMPORTAÇÕES - Cachoeirinha fechou o ano passado com um crescimento de 31,98% em suas importações. Foram US$ 99.342.513,00 (dólar FOB) importados contra US$ 75.268.338,00 (dólar FOB) de 2006. Os principais países de origem são a Argentina e Estados Unidos. Chama a atenção o crescimento de compras dos argentinos chegando a 70%. Já dos Estados Unidos as empresas compraram 17% mais. Cachoeirinha comprou de mais de 30 países e o crescimento mais expressivo foi da Índia, 443,11%, mas o valor representa pouco mais de US$ 400 mil. O principal produto importado é papel, inclusive para cigarros.


EXPORTAÇÕES - Já as exportações cresceram apenas 12,99%. A cidade exportou no ano passado US$ 54.068.942,00 (dólar FOB) contra US$ 47.850.945,00 (dólar FOB) do ano anterior. Máquinas para misturar materiais minerais com betume, contadores trifásicos de eletricidade, escovas de carvão para uso elétrico, chumbo refinado, eletrolítico em lingotes e máquinas e aparelhos automotrizes para espalhar pavimentação com betumin foram os principais produtos enviados ao exterior. Venezuela, Argentina, México, Estados Unidos e Angola foram os principais destinos.


BALANÇA COMERCIAL - Diante dos número nem é preciso falar: o saldo da balança comercial de Cachoeirinha fechou no negativo. Mas isso não chega a ser novidade já que sempre foi assim. Mas os US$ 45 milhões negativos só são piores do que o resultado de 2004, quando passou dos R$ 50 milhões. Em 2004 o saldo da balança comercial brasileira bateu um recorde atingindo 35,9% enquanto em 2007 a queda chegou a quase 14% em relação a 2006. Um comparativo puro e simples não pode ser feito aqui tendo em vista uma série de variáveis.


JANEIRO - No mês passado Cachoeirinha importou US$ 9.239.680,00 (dólar FOB) contra US$ 3.540.030,00 (dólar FOB) de exportações. Papel e chocolate figuram no topo da lista de produtos mais comprados do exterior tendo a Argentina e Estados Unidos, pela ordem, como principais países de origem de todas as compras de empresas da cidade.

Nasce a maior da América Latina

A Polimarketing de Cachoeirinha agora faz parte de uma nova empresa surgida com a fusão entre a Piramidal e Ruttino. O processo de transição foi concluído no final de janeiro. O setor de distribuição de resinas termoplásticas, que representa cerca de 11% das vendas nacionais destas commodities, dá um importante passo no sentido de sua reorganização e o objetivo desta fusão é a formação de uma companhia competitiva, interna e externamente, no setor de distribuição. A companhia surge como a maior distribuidora de resinas da América Latina, uma das 500 maiores empresas privadas do Brasil em faturamento bruto, com uma operação de 100 mil toneladas/ano e com uma carteira de 6 mil clientes ativos. A empresa terá 19% de participação no mercado brasileiro de distribuição de resinas e 24% de participação nos mercados Sul e Sudeste. A estrutura da nova Piramidal está estrategicamente montada para gerar eficiência operacional, agilidade no atendimento e agregação de valor para o setor de transformação. A nova companhia conta com um escritório corporativo na cidade de São Paulo e unidades de distribuição em Santana do Parnaíba (SP), São José dos Pinhais (PR), Cachoeirinha e Caxias do Sul.

Orbe vence licitação

A Orbe Engenharia Ltda, de Curitiba, é a vencedora da licitação para a construção da nova sede da Agência de Educação Profissional Senai em Cachoeirinha. Ela concorreu com outras três empresas e a proposta de R$ 1.194.400,00 foi a menor apresentada. Segundo Adriana Alves Fortes, da área de licitações do Senai e que presidiu o processo, agora acontece a fase final e tramitação de documentação para a assinatura do contrato. Até o final do mês o processo estará pronto e a empresa poderá iniciar a obra que tem prazo previsto de conclusão de 240 dias, cerca de oito meses. A nova sede ficará na rua Vereador Ivo Pereira, Bairro City - Nova Fase, em terreno cedido pela Prefeitura por 50 anos, e terá mais de 1 mil metros quadrados. Com o empreendimento, serão ampliados os atendimentos a novos setores da economia tanto do município quanto dos seus arredores, uma região das mais industrializadas no Estado. A nova unidade irá oferecer capacitação técnica aos moradores da região e prestar Serviços Técnicos e Tecnológicos às indústrias locais. A cidade já conta com uma unidade do Senai, que atende cerca de 200 alunos, nas áreas automotiva, metalmecânica e eletroeletrônica. Porém, a escola não está comportando as demandas, exigindo tanto a ampliação de instalações físicas quanto a aquisição de novos equipamentos compatíveis com o atual estágio tecnológico do Parque Industrial da região.

Coisa séria!

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